segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Agora recomeça uma nova era.
Vamos reflectir sobre o que temos vindo a viver.
Estamos consumidos pelo pavor da fome, sede ou ficar sem a Playstation 3?
Na maioria dos casos, até há 1 anos atrás, acho que seria o 3º caso.
Vamos pensar um pouco sobre o que temos:
Estradas...
Escolas...
Hospitais....
Polícia...
Pontes...
... saneamento básico?!?!
90% do que nós temos foi construído por nós, os contribuintes, onde estava o interesse privado antes? Agora que a estrutura está construída parece-me muito interessante investir privadamente. Viva os cavaleiros livres!!

terça-feira, 9 de março de 2010

Movimento Perpétuo Associativo




Deolinda - Movimento Perpétuo Associativo

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Pedagogia

O novo mundo em constante alvoroço e agitação social e tecnológica, constrói uma sociedade que cada vez mais exige novas formas de interacção e uma capacidade acrescida de adaptação por parte dos seus membros. Dando uma acrescida importância ao pensamento pró-activo, à inteligência emocional, às capacidade de inter-relacionamento e ao pensamento criativo, este novo mundo exige uma profunda revisão do papel do formador e o reposicionamento do formando no processo de aprendizagem.

Desde logo, o papel do formador, na sua função mais tradicional, aparece como um reprodutor de métodos de ensino, ecoando conteúdos de forma pouco estruturada e relacionada e dando pouca importância às experiências e necessidades dos formandos. Contudo, nos dias de hoje, exige-se ao formador a capacidade de mediação entre o formando e sociedade em constante desenvolvimento e, mais do que isso, que este não seja somente um reprodutor de conhecimento, mas antes um facilitador no processo de aprendizagem.

Assim, neste novo paradigma, o formando deverá também abandonar a sua posição passiva no processo de aprendizagem, e assumir a responsabilidade do seu desenvolvimento, devendo por isso controlar o seu próprio percurso de aprendizagem.

Adicionalmente, o processo de aprendizagem deve apoiar-se cada vez mais nas experiências dos seus intervenientes e na participação activa dos formandos. Este processo não é mais um passeio de autocarro, em que o formador define um itinerário (turístico) e vai comentando a viagem, falando da história e acontecimentos, mais ou menos comprovados, dos locais visitados. O formador deverá ser a força motivadora, deverá fornecer aos participantes mecanismos para definirem os seus próprios itinerários de aprendizagem e por fim entregar a chave, trocando por fim o lugar do condutor com o formando. O formando deverá ser por isso ser responsável pelo seu próprio destino intelectual e técnico.

Esta nova metodologia de ensino e participação exige agora que o formador se dote de novas ferramentas, não só do conhecimento técnico essencial, mas de capacidades de comunicação, e enriquecer a sua acção de uma maior predominância na intuição e na criatividade.

De certa forma, o formador torna-se um verdadeiro artista, necessitando de grandes capacidade de adaptação e comunicação para enfrentar diferentes públicos, com diferentes experiências de vida e sobretudo, diferentes perspectivas. Não é expectável que este tenha um conhecimento profundo e total da realidade, até porque, de tal forma, arriscaria a ficar rapidamente desactualizado, por um lado, a especializar-se demais, perdendo a capacidade de acrescentar valor no processo de aprendizagem do formando, que tem outros objectivos ou pretensões, por outro.

Acima de tudo, devemos ter em conta que o professor, formador ou tutor deixou de ser o grande proprietário do conhecimento, deixando o processo de ensino de ser um forma totalitária e absolutista de passagem de conhecimentos, em que a opinião do professor era lei. O formando tem agora, para além das suas valiosas experiências, o dever de ser opinativo e crítico. E dispondo de grandes bancos de informação livre, rápida e facilmente acessível deverá ser responsável pelo seu próprio destino. Estes novos poderes trazem novas responsabilidades.

Agora a sério. O formador nestes modos não faz nada. Se o formando deverá ser uma pessoa pró-activa e motivada, se a informação está ao seu dispor, se é ele o responsável pelo seu próprio processo de aprendizagem e é ele que tem todo o trabalho, o que faz o formador? Entretem?



terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Os Animaizinhos!

Estava a passar os olhos num Blog de uma colega sobre a "crueldade humana nos animais" e a única coisa que me surge na cabeça é a noção de que aquilo que é genuíno por fora, deverá surgir de dentro.
Aqueles que ousam não respeitar o sistema o qual co-habitam, estão pura e simplesmente a não respeitar a sua condição humana como animal social e intelectual. Portanto, se aparentemente usam e abusam da capa do Poder, Autoritarismo absoluto e Ameaça como forma de esconder a incapacidade ou incompetência para compreender a sociedade moderna e seus actores, como poderão eles aventurar-se tão longe quanto salvar um cãozito vadio?
Muito antes de se preocuparem isoladamente num ou noutro bichano abandonado, preocupemo-nos com o crescimento e maturação da nossa concepção daquilo que somos face ao mundo e daquilo que queremos para o mundo (em larga e pequena escala). Tudo o resto virá naturalmente e não haverá cãezinhos abandonados para salvar.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Diria para pensares um pouco

Não me vou perder em ideias e pensamentos sobre o mundo em que vivemos. Mas acho que perdemos demasiado tempo com futilidades e a lutar por ambições sem significado. Absorvemo-nos numa procura incessante pela conquista de um bem estar material, sem tentar perceber o que tudo isto significa, qual o nosso objectivo e o que realmente pretendemos.
Como pessoa, aprendo a utilizar ferramentas que não me são úteis, nem acrescentam nada ao meu ser, apenas me permitem ascender numa hierarquia cheia de pessoas que pretendem, nada mais, que a segurança e qualidade de vida que um bom salário pode pagar.
É exigido a absorção total da nossa consciência e ser para atingir esse objectivo. É nos solicitado que nos tornemos parte dessa máquina. O objectivo é o lucro. Alimentar a máquina que produz milionários, cujos activos financeiros chegam para esta e mais 100 vidas. Manter os bê e émes, as mansões, o padrão de vida dos que chefiam.
Ninguém trabalha por bondade, ou por um objectivo maior. Fazer o correcto nem faz parte das 10 maiores prioridades. Pretendemos somente manter-nos, na máquina, que nos consome, nos ilude de felicidade e concretização com promoções, reputação e dinheiro para alimentar a gula e ambição que nos é injectada todos os dias.
Esqueçam o que escrevi por um momento. Pensem só nisto. Tem mais reputação quem usufrui de maior poder e concretização profissional, e não aquele que, por vezes contra a corrente, luta por fazer o que é correcto, por ajudar e ser sinceramente bom. Não parece distorcido? Atribuirmos maior credibilidade a um administrador e gestor, que a um activista e artista?
Digam-me, de ambos, quem tomaria a decisão correcta em sacrifício do seu património financeiro, quem estaria disposto a lutar sinceramente pelos nossos interesses universais?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Não sei

Colunas vermelhas circundam,

constroem o templo da espera.

É de ódio, não me vês?

 

Serpentes corcundas aguardam,

servem de estofos vivos.

São ferozes, mas não metem medo.

 

Blocos ásperos rompem o chão,

caem em flocos, cristais de betão.

Sou indiferente, só sinto por ti.

 

Não é mais de mim, não tenho mais a palavra.

É de ti, da tua ausência de perdão.

Eu sou indiferente, só choro por ti.

 

Se penso deixo de ser,

se sou deixo de pensar.

Se penso paro, se sou…

 

Deixar uma palavra percorrer,

sem verbos e adjectivos.

Sou um objecto, sem cor, sem fim.

Sou um obstáculo, sou um invólucro.

Triste, parvo, absurdo.

 

Não são os pinheiros, nem carvalhos,

não é a cultura, nem a educação, é

uma exasperação de viver, é sofrer,

ser.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

There is gosma there that does not sleep!          (com comentarios à zé manel)

"One does not simply walk into Mordor. It's black gates are guarded by more than just orcs. There is evil there that does not sleep. The great eye is ever watchful. It is a barren wasteland, riddled with fire, ash, and dust. The very air you breathe is a poisonous fume. Not with ten thousand men could you do this. It is folly. "

Não é que o cabrão lá foi?! Ah pois é, esse granda filho da puta azeiteirola!!
E nem bicicleta tinha... foi a pé que se fodeu!
Granda Gajo!! É cá dos meus!

PS: Adoro épicos de ficção... de alguma forma conseguem despertar o zé manel que há em mim, e isso é bom!
 

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Pelotão

Um líder reconhecido de uma grande empresa um dia disse que o mundo de trabalho era como um prova de ciclismo. É uma prova longa, com altos e baixos e algumas quedas pelo caminho. Os participantes vão tentando a todo o custo se manter em prova. No início, enquanto estão no pelotão, apoiam-se e trabalham em conjunto, sobretudo quando há uma fuga. No entanto, mais perto da meta, atropelam-se, acotovelam-se para ver quem chega primeiro ao fim.

O mundo do trabalho é como uma corrida de ciclismo dizia ele, no final é um chega para lá para ver quem chega primeiro ao fim, e nem sempre o melhor ganha. Não conheço nenhuma vertente da realidade que seja justa, o mercado de trabalho não foge à regra. Os liberais mais extremistas dizem que os meios justificam os fins, neste caso, esta corrida, esta competição e a sobrevivência do mais esperto e ambicioso traz benefícios para sociedade.
Concordo com parte da permissa, a competição, bem como a discussão, é fonte de inovação e conhecimento. No entanto, quem está por cima gosta sempre de se esquecer que uns começam a corrida mais à frente que outros, uns vão de mota e outros de bicicleta.

Viriam os liberais mais extremistas dizer novamente, que na prossecução dessa elevação social, são os mais pobres e fracos que ambicionando um melhor estado de vida, fazem avançar a sociedade. Esquecendo deliberadamente que a maioria cai pelo caminho. A verdade é que para quem é liberal, os meios justificam os fins.

Assim, concluo pelos liberais mais extremistas que não faz parte do ser humano preocupar-se realmente com o outro, que na prossecução do seu interesse individual, custe o que custar, o avanço da sociedade é assegurado.

Como céptico pergunto: avançar para onde?
Como crítico pergunto: vale a pena sacrificar a gente do presente, numa simulação da selva, em que os lobos dizem às gazelas que: "somos todos iguais", e que: "não há problema pastarem junto das alcateias"? E se são comidas "não fui eu, vocês é que têm de trabalhar para ser um dia como eu". Vamos retornar a corrida do chega para lá.

Concordo que deva haver discussão e competição, mas concordo que hajam regras que protejam aqueles cujos direitos possam ser sacrificados por privilégios questionáveis de outros. Porquê? Porque não aceito a mentira dos privilegiados: exigirem algo e pintarem um quadro de liberdade e igualdade, quando por trás negam constantemente a liberdade e prejudicam os outros em seu benefício.

Ora, se querem continuar o quadro actual, assumam-no perante toda a gente. Assumam que quando a altura chegar e tiverem de sacrificar o seu interesse por um dependente, sacrificam o dependente com um sorriso na boca: "É a vida. Tens de te esforçar mais. É a conjuntura, não temos culpa.".

Não temos culpa. Eu não tenho culpa. Tu não tens culpa. Ninguém tem culpa. O tempo tem culpa, a natureza tem culpa. Por isso, vamos aboliar a culpa da realidade humana, apenas tem culpa a conjuntura.

E vamos lá embora correr, sabendo que a qualquer momento podemos ser atropelados por alguém que anda de mota, enquando nós vamos de bicicleta.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pergunta: O que está mal?

Quanto mais aprofundo e me enraízo neste universo "profissional", mais desvendo a perversão que facilmente isto se torna. Os jogos por de trás da luta pelo poder e status de uns esmagam facilmente qualquer valor ou convicção que, de boa fé, é praticada por outros. Esmagam no verdadeiro sentido da palavra! Esmagam com artimanhas manhosas na plena consciência de que aqueles que estão em baixo, permanecerão sempre em baixo, pois o poder de decisão não cabe aos súbditos, mas sim aos superiores.
Infelizmente as dificuldades financeiras, a família e o desejo por alguma miserável estabilidade na vida em "crise", obrigam mesmo até aqueles que habilmente e com personalidade insistem usar da sua rebeldia para resistir e instituir o seu voto a favor da condição humana.
Não se trata aqui do típico "ah, é difícil gerir muitas pessoas juntas". Trata-se sim do puro e duro Destruir para Conquistar.

A troco de quê?! uns miseráveis 700€ por mês?! Vale a pena o risco? Vale a pena chegar ao fim do dia e mergulhar entre lençóis de flanela com a consciência de que o legado de hoje foi atropelar até á morte a inocência de alguém?

Isto por vezes é um mundo cão para quem trabalha e dá o seu melhor acreditando numa causa maior.

Esta gente grita a cada oportunidade por um pouco de humanidade, boa fé e simpatia. Grita como todos gritam! Com baixas, com mau desempenho, com desmotivação e ausência de iniciativa. Grita e berra numa mudez tão explícita que... Só não vê, nem ouve, nem sente quem não quer ver, ouvir ou sentir.

É uma pena que por estas e por muitas outras aqueles que, em tempo de crise, fazem as suas acções subir mais de 35% sugando os seus recursos humanos até inexistêncial, tal qual fazia o Cell, o monstro verde do Dragon Ball.


Resposta:
Tudo aquilo que querem que esteja mal!

domingo, 15 de novembro de 2009

Lavoisier

Constatação de Lavoisier adaptada ao universo académico:

Nada se cria, maioria se perde, poucos se transformam