domingo, 6 de dezembro de 2009

Diria para pensares um pouco

Não me vou perder em ideias e pensamentos sobre o mundo em que vivemos. Mas acho que perdemos demasiado tempo com futilidades e a lutar por ambições sem significado. Absorvemo-nos numa procura incessante pela conquista de um bem estar material, sem tentar perceber o que tudo isto significa, qual o nosso objectivo e o que realmente pretendemos.
Como pessoa, aprendo a utilizar ferramentas que não me são úteis, nem acrescentam nada ao meu ser, apenas me permitem ascender numa hierarquia cheia de pessoas que pretendem, nada mais, que a segurança e qualidade de vida que um bom salário pode pagar.
É exigido a absorção total da nossa consciência e ser para atingir esse objectivo. É nos solicitado que nos tornemos parte dessa máquina. O objectivo é o lucro. Alimentar a máquina que produz milionários, cujos activos financeiros chegam para esta e mais 100 vidas. Manter os bê e émes, as mansões, o padrão de vida dos que chefiam.
Ninguém trabalha por bondade, ou por um objectivo maior. Fazer o correcto nem faz parte das 10 maiores prioridades. Pretendemos somente manter-nos, na máquina, que nos consome, nos ilude de felicidade e concretização com promoções, reputação e dinheiro para alimentar a gula e ambição que nos é injectada todos os dias.
Esqueçam o que escrevi por um momento. Pensem só nisto. Tem mais reputação quem usufrui de maior poder e concretização profissional, e não aquele que, por vezes contra a corrente, luta por fazer o que é correcto, por ajudar e ser sinceramente bom. Não parece distorcido? Atribuirmos maior credibilidade a um administrador e gestor, que a um activista e artista?
Digam-me, de ambos, quem tomaria a decisão correcta em sacrifício do seu património financeiro, quem estaria disposto a lutar sinceramente pelos nossos interesses universais?

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