terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Os Animaizinhos!
Estava a passar os olhos num Blog de uma colega sobre a "crueldade humana nos animais" e a única coisa que me surge na cabeça é a noção de que aquilo que é genuíno por fora, deverá surgir de dentro.
Aqueles que ousam não respeitar o sistema o qual co-habitam, estão pura e simplesmente a não respeitar a sua condição humana como animal social e intelectual. Portanto, se aparentemente usam e abusam da capa do Poder, Autoritarismo absoluto e Ameaça como forma de esconder a incapacidade ou incompetência para compreender a sociedade moderna e seus actores, como poderão eles aventurar-se tão longe quanto salvar um cãozito vadio?
Muito antes de se preocuparem isoladamente num ou noutro bichano abandonado, preocupemo-nos com o crescimento e maturação da nossa concepção daquilo que somos face ao mundo e daquilo que queremos para o mundo (em larga e pequena escala). Tudo o resto virá naturalmente e não haverá cãezinhos abandonados para salvar.
Aqueles que ousam não respeitar o sistema o qual co-habitam, estão pura e simplesmente a não respeitar a sua condição humana como animal social e intelectual. Portanto, se aparentemente usam e abusam da capa do Poder, Autoritarismo absoluto e Ameaça como forma de esconder a incapacidade ou incompetência para compreender a sociedade moderna e seus actores, como poderão eles aventurar-se tão longe quanto salvar um cãozito vadio?
Muito antes de se preocuparem isoladamente num ou noutro bichano abandonado, preocupemo-nos com o crescimento e maturação da nossa concepção daquilo que somos face ao mundo e daquilo que queremos para o mundo (em larga e pequena escala). Tudo o resto virá naturalmente e não haverá cãezinhos abandonados para salvar.
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domingo, 6 de dezembro de 2009
Diria para pensares um pouco
Não me vou perder em ideias e pensamentos sobre o mundo em que vivemos. Mas acho que perdemos demasiado tempo com futilidades e a lutar por ambições sem significado. Absorvemo-nos numa procura incessante pela conquista de um bem estar material, sem tentar perceber o que tudo isto significa, qual o nosso objectivo e o que realmente pretendemos.
Como pessoa, aprendo a utilizar ferramentas que não me são úteis, nem acrescentam nada ao meu ser, apenas me permitem ascender numa hierarquia cheia de pessoas que pretendem, nada mais, que a segurança e qualidade de vida que um bom salário pode pagar.
É exigido a absorção total da nossa consciência e ser para atingir esse objectivo. É nos solicitado que nos tornemos parte dessa máquina. O objectivo é o lucro. Alimentar a máquina que produz milionários, cujos activos financeiros chegam para esta e mais 100 vidas. Manter os bê e émes, as mansões, o padrão de vida dos que chefiam.
Ninguém trabalha por bondade, ou por um objectivo maior. Fazer o correcto nem faz parte das 10 maiores prioridades. Pretendemos somente manter-nos, na máquina, que nos consome, nos ilude de felicidade e concretização com promoções, reputação e dinheiro para alimentar a gula e ambição que nos é injectada todos os dias.
Esqueçam o que escrevi por um momento. Pensem só nisto. Tem mais reputação quem usufrui de maior poder e concretização profissional, e não aquele que, por vezes contra a corrente, luta por fazer o que é correcto, por ajudar e ser sinceramente bom. Não parece distorcido? Atribuirmos maior credibilidade a um administrador e gestor, que a um activista e artista?
Digam-me, de ambos, quem tomaria a decisão correcta em sacrifício do seu património financeiro, quem estaria disposto a lutar sinceramente pelos nossos interesses universais?
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Não sei
Colunas vermelhas circundam,
constroem o templo da espera.
É de ódio, não me vês?
Serpentes corcundas aguardam,
servem de estofos vivos.
São ferozes, mas não metem medo.
Blocos ásperos rompem o chão,
caem em flocos, cristais de betão.
Sou indiferente, só sinto por ti.
Não é mais de mim, não tenho mais a palavra.
É de ti, da tua ausência de perdão.
Eu sou indiferente, só choro por ti.
Se penso deixo de ser,
se sou deixo de pensar.
Se penso paro, se sou…
Deixar uma palavra percorrer,
sem verbos e adjectivos.
Sou um objecto, sem cor, sem fim.
Sou um obstáculo, sou um invólucro.
Triste, parvo, absurdo.
Não são os pinheiros, nem carvalhos,
não é a cultura, nem a educação, é
uma exasperação de viver, é sofrer,
ser.
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