terça-feira, 24 de novembro de 2009

There is gosma there that does not sleep!          (com comentarios à zé manel)

"One does not simply walk into Mordor. It's black gates are guarded by more than just orcs. There is evil there that does not sleep. The great eye is ever watchful. It is a barren wasteland, riddled with fire, ash, and dust. The very air you breathe is a poisonous fume. Not with ten thousand men could you do this. It is folly. "

Não é que o cabrão lá foi?! Ah pois é, esse granda filho da puta azeiteirola!!
E nem bicicleta tinha... foi a pé que se fodeu!
Granda Gajo!! É cá dos meus!

PS: Adoro épicos de ficção... de alguma forma conseguem despertar o zé manel que há em mim, e isso é bom!
 

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Pelotão

Um líder reconhecido de uma grande empresa um dia disse que o mundo de trabalho era como um prova de ciclismo. É uma prova longa, com altos e baixos e algumas quedas pelo caminho. Os participantes vão tentando a todo o custo se manter em prova. No início, enquanto estão no pelotão, apoiam-se e trabalham em conjunto, sobretudo quando há uma fuga. No entanto, mais perto da meta, atropelam-se, acotovelam-se para ver quem chega primeiro ao fim.

O mundo do trabalho é como uma corrida de ciclismo dizia ele, no final é um chega para lá para ver quem chega primeiro ao fim, e nem sempre o melhor ganha. Não conheço nenhuma vertente da realidade que seja justa, o mercado de trabalho não foge à regra. Os liberais mais extremistas dizem que os meios justificam os fins, neste caso, esta corrida, esta competição e a sobrevivência do mais esperto e ambicioso traz benefícios para sociedade.
Concordo com parte da permissa, a competição, bem como a discussão, é fonte de inovação e conhecimento. No entanto, quem está por cima gosta sempre de se esquecer que uns começam a corrida mais à frente que outros, uns vão de mota e outros de bicicleta.

Viriam os liberais mais extremistas dizer novamente, que na prossecução dessa elevação social, são os mais pobres e fracos que ambicionando um melhor estado de vida, fazem avançar a sociedade. Esquecendo deliberadamente que a maioria cai pelo caminho. A verdade é que para quem é liberal, os meios justificam os fins.

Assim, concluo pelos liberais mais extremistas que não faz parte do ser humano preocupar-se realmente com o outro, que na prossecução do seu interesse individual, custe o que custar, o avanço da sociedade é assegurado.

Como céptico pergunto: avançar para onde?
Como crítico pergunto: vale a pena sacrificar a gente do presente, numa simulação da selva, em que os lobos dizem às gazelas que: "somos todos iguais", e que: "não há problema pastarem junto das alcateias"? E se são comidas "não fui eu, vocês é que têm de trabalhar para ser um dia como eu". Vamos retornar a corrida do chega para lá.

Concordo que deva haver discussão e competição, mas concordo que hajam regras que protejam aqueles cujos direitos possam ser sacrificados por privilégios questionáveis de outros. Porquê? Porque não aceito a mentira dos privilegiados: exigirem algo e pintarem um quadro de liberdade e igualdade, quando por trás negam constantemente a liberdade e prejudicam os outros em seu benefício.

Ora, se querem continuar o quadro actual, assumam-no perante toda a gente. Assumam que quando a altura chegar e tiverem de sacrificar o seu interesse por um dependente, sacrificam o dependente com um sorriso na boca: "É a vida. Tens de te esforçar mais. É a conjuntura, não temos culpa.".

Não temos culpa. Eu não tenho culpa. Tu não tens culpa. Ninguém tem culpa. O tempo tem culpa, a natureza tem culpa. Por isso, vamos aboliar a culpa da realidade humana, apenas tem culpa a conjuntura.

E vamos lá embora correr, sabendo que a qualquer momento podemos ser atropelados por alguém que anda de mota, enquando nós vamos de bicicleta.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pergunta: O que está mal?

Quanto mais aprofundo e me enraízo neste universo "profissional", mais desvendo a perversão que facilmente isto se torna. Os jogos por de trás da luta pelo poder e status de uns esmagam facilmente qualquer valor ou convicção que, de boa fé, é praticada por outros. Esmagam no verdadeiro sentido da palavra! Esmagam com artimanhas manhosas na plena consciência de que aqueles que estão em baixo, permanecerão sempre em baixo, pois o poder de decisão não cabe aos súbditos, mas sim aos superiores.
Infelizmente as dificuldades financeiras, a família e o desejo por alguma miserável estabilidade na vida em "crise", obrigam mesmo até aqueles que habilmente e com personalidade insistem usar da sua rebeldia para resistir e instituir o seu voto a favor da condição humana.
Não se trata aqui do típico "ah, é difícil gerir muitas pessoas juntas". Trata-se sim do puro e duro Destruir para Conquistar.

A troco de quê?! uns miseráveis 700€ por mês?! Vale a pena o risco? Vale a pena chegar ao fim do dia e mergulhar entre lençóis de flanela com a consciência de que o legado de hoje foi atropelar até á morte a inocência de alguém?

Isto por vezes é um mundo cão para quem trabalha e dá o seu melhor acreditando numa causa maior.

Esta gente grita a cada oportunidade por um pouco de humanidade, boa fé e simpatia. Grita como todos gritam! Com baixas, com mau desempenho, com desmotivação e ausência de iniciativa. Grita e berra numa mudez tão explícita que... Só não vê, nem ouve, nem sente quem não quer ver, ouvir ou sentir.

É uma pena que por estas e por muitas outras aqueles que, em tempo de crise, fazem as suas acções subir mais de 35% sugando os seus recursos humanos até inexistêncial, tal qual fazia o Cell, o monstro verde do Dragon Ball.


Resposta:
Tudo aquilo que querem que esteja mal!

domingo, 15 de novembro de 2009

Lavoisier

Constatação de Lavoisier adaptada ao universo académico:

Nada se cria, maioria se perde, poucos se transformam

Liderança

Alguns líderes obtêm resultados somente porque têm colaboradores competentes e responsáveis. Só tenho pena que esses líderes recebam louvores pelo trabalho, e recebam prémios por resultados, de que não são motivo, como os pais que se gabam pelos resultados dos filhos, quando não fizeram nada para os ajudar, a não ser atribuir-lhes um conjunto de infra-estruturas e recursos, isto é, tecto e comida.

Sinto-me triste pelos dois factos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Inadaptado

Hoje fiz um teste de ajustamento de mim próprio (amostra) a uma distribuição normal (população). Utilizei um teste de qui-quadrado, aplicável a distribuições contínuas (a minha existência) e quando todos os pontos da amostra são conhecidos (eu).
Fui ver à tabela da distribuição qui-quadrado para encontrar o meu valor crítico. A verdade é que não passei no teste e observei que estou dentro da região crítica. Logo, com um nível de significância de 5% rejeitei a hipótese H0, isto é, concluí pela rejeitação da hipótese de me considerar normal.

(o teste é só na quinta... não se assustem)